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	<title>Alice Costa, Author at My Gastrenterologia</title>
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	<description>Plataforma multimédia dirigida à comunidade médica da área da gastrenterologia e outros profissionais de saúde envolvidos no tratamento das doenças do foro gástrico.</description>
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	<title>Alice Costa, Author at My Gastrenterologia</title>
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		<title>Obstipação crónica e obstrução defecatória: da avaliação  clínica ao algoritmo diagnóstico-terapêutico </title>
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		<dc:creator><![CDATA[Alice Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 14:43:18 +0000</pubDate>
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<p class="wp-block-paragraph">A Recordati promoveu, a 21 de maio, um simpósio na Semana Digestiva 2026,  realizada em Fátima sob o lema &#8220;Cooperar para cuidar. O conhecimento que  transforma&#8221;. Integrado na sessão GastroDigest dedicada ao tubo digestivo inferior, o  simpósio abordou a obstipação crónica e a obstrução defecatória, com moderação  de <strong>Fernanda Maçoas </strong>e <strong>Luís Pimenta</strong>. A apresentação esteve a cargo de <strong>Mafalda  Cainé João </strong>(Gastrenterologia, ULS Coimbra) e <strong>Marta Simões </strong>(Medicina Geral e Familiar, ULS Região de Leiria), que percorreram, com recurso a um caso clínico  ilustrativo, a avaliação clínica, a terapêutica inicial, a investigação adicional e os critérios de referenciação dos doentes com obstipação crónica e suspeita de  distúrbios evacuatórios. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A obstipação crónica é uma das condições mais frequentes na prática clínica diária,&nbsp; com uma prevalência estimada entre 3 e 27% da população adulta, sendo superior no género&nbsp; feminino e nas faixas etárias mais avançadas, com impacto&nbsp; significativo na qualidade de vida e no consumo de&nbsp; cuidados de saúde.<sup>1–4 </sup>Apesar da&nbsp; sua frequência, apenas uma minoria dos doentes a referem espontaneamente,&nbsp; muitas vezes por vergonha, o que confere a cada consulta um papel ativo na sua&nbsp; identificação e abordagem. <sup>1 </sup>A fisiopatologia é, na maioria dos casos, multifatorial:&nbsp; alterações da motilidade colorretal, distúrbios da evacuação de natureza funcional&nbsp; ou estrutural, modificações da sensibilidade retal e fatores psicossociais podem&nbsp; coexistir no mesmo doente, com implicações diretas nas estratégias diagnósticas e&nbsp; terapêuticas a adotar.<sup>5</sup>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com este pano de fundo, Mafalda Cainé João e Marta Simões propuseram uma&nbsp; apresentação de carácter eminentemente prático, em que a exposição teórica e o&nbsp; caso clínico foram alternados de forma deliberada. A doente apresentada, uma&nbsp; professora de 60 anos, sem sinais de alarme, com queixas compatíveis com&nbsp; obstipação crónica com cerca de um ano de evolução, tornou-se o fio condutor de&nbsp; uma abordagem sequencial dos momentos essenciais da prática clínica: da&nbsp; avaliação inicial à terapêutica de primeira linha, da resposta parcial à decisão de&nbsp; investigar e, quando necessário, de referenciar para consulta especializada.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Uma avaliação clínica estruturada como ponto de partida&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O conceito de obstipação varia de doente para doente e é fortemente influenciado&nbsp; pelo estilo de vida e pelos hábitos alimentares, assentando a sua definição clínica&nbsp; nos Critérios de Roma IV. Para o diagnóstico, são necessários pelo menos dois dos&nbsp; seguintes critérios, presentes nos últimos três meses, com início pelo menos 6&nbsp; meses antes do diagnóstico:<sup>6–8</sup>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">• Esforço evacuatório em mais de 25% das defecações&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">• Fezes fragmentadas ou endurecidas (tipo 1 ou 2 na escala de Bristol) em mais de&nbsp; 25% das defecações&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">• Sensação de evacuação incompleta em mais de 25% das defecações • Sensação de obstrução anorretal em mais de 25% das defecações • Necessidade de manobras digitais em mais de 25% das defecações • Menos de três defecações espontâneas por semana (sem recurso a laxantes)&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No caso clínico apresentado, a doente satisfazia claramente estes critérios: fezes&nbsp; tipo 1-2 na escala de Bristol, esforço defecatório e sensação de evacuação&nbsp; incompleta com cerca de um ano de evolução, sem febre, perda ponderal ou outros&nbsp; sintomas associados.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da aplicação dos critérios de Roma IV, a avaliação clínica deve incluir uma&nbsp; descrição detalhada dos sintomas; o registo do uso atual de laxantes, dado que&nbsp; muitos doentes chegam à consulta a utilizar múltiplas preparações em dose e&nbsp; frequência inadequadas, tornando a primeira consulta o momento certo para&nbsp; reeducação terapêutica; os antecedentes médicos e cirúrgicos, com especial&nbsp; atenção às cirurgias pélvicas e aos antecedentes obstétricos na mulher; e a&nbsp; medicação habitual. Mafalda Cainé João sublinhou que vários fármacos de uso&nbsp; corrente são obstipantes, incluindo anti-inflamatórios não esteroides (AINE),&nbsp; antidepressivos tricíclicos, bloqueadores de canais de cálcio, diuréticos,&nbsp; antiepilépticos e suplementos de cálcio e ferro, e que a redução de dose ou a&nbsp; substituição de classe devem ser consideradas sempre que possível.<sup>9–11 </sup>No caso&nbsp; concreto apresentado, o naproxeno foi identificado como fator contributivo e a sua&nbsp; suspensão integrou o plano inicial.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O exame objetivo deve incluir obrigatoriamente o exame anorretal completo com  inspeção e toque retal em repouso e com manobras defecatórias, que pode detetar  alterações do tónus esfincteriano, prolapso ou retocelo. Fernanda Maçoas salientou  que a avaliação anorretal realizada durante colonoscopia sob sedação é limitada e  não substitui o exame em consulta: &#8220;não depositem esperanças naquela avaliação anal da colonoscopia&#8221;. A avaliação analítica básica, incluindo hemograma,&nbsp; ionograma, calcemia e função tiroideia, é recomendada em todos os doentes para&nbsp; exclusão de causas secundárias metabólicas ou endócrinas.<sup>9–11 </sup>A presença de&nbsp; sinais de alarme (perda ponderal não intencional, alteração recente dos hábitos&nbsp; intestinais, hematoquezia, tenesmo, massa retal palpável ou anemia ferropénica)&nbsp; constitui indicação para estudo endoscópico.<sup>12–15 </sup>Na doente apresentada, o exame&nbsp; objetivo e o estudo analítico não revelaram alterações.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Primeira linha antes da investigação funcional&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A abordagem terapêutica de primeira linha inicia-se com medidas não&nbsp; farmacológicas, a implementar anteriormente ou em simultâneo com a terapêutica&nbsp; farmacológica. A criação de hábitos defecatórios regulares, idealmente após a&nbsp; primeira refeição do dia e com posição adequada para otimizar o ângulo anorretal, e&nbsp; a prática regular de atividade física constituem os primeiros passos. A hidratação&nbsp; deve ser adequada, cerca de 1,5 a 2 litros diários, sobretudo quando se aumenta a&nbsp; ingestão de fibra, mas sem necessidade de volumes superiores.<sup>1,10 </sup>Mafalda Cainé&nbsp; João salientou a evidência recente da Sociedade Britânica de Dietética e Nutrição&nbsp; relativamente ao consumo de kiwis: dos alimentos estudados, “o kiwi associou-se a&nbsp; uma melhoria da obstipação&#8221;, na dose de dois a três por dia, constituindo uma&nbsp; alternativa especialmente útil nos doentes que não toleram suplementação com&nbsp; fibra.<sup>16</sup>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em termos de suplementação de fibra, o <em>psyllium </em>é uma das fibras que dispõe de&nbsp; maior evidência científica. A dose-alvo de fibra total diária recomendada situa-se&nbsp; entre 20 e 30 g por dia, devendo-se introduzir <em>psyllium </em>sempre em doses muito&nbsp; menores, gradualmente, caso se mantenha a tolerância, ao longo de duas a três&nbsp; semanas, de modo a prevenir a distensão abdominal, a dor tipo cólica e a flatulência&nbsp; que doses inicialmente elevadas podem provocar, garantindo a adesão&nbsp; terapêutica.<sup>1,10,16</sup>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No que respeita à terapêutica farmacológica, os laxantes osmóticos constituem a&nbsp; primeira linha. O macrogol foi apresentado como opção frequentemente privilegiada&nbsp; pelo perfil de tolerabilidade, nomeadamente menor flatulência e distensão abdominal&nbsp; comparativamente aos hidratos de carbono não absorvíveis, como a lactulose.<sup>1,10 </sup>O&nbsp; hidróxido de magnésio é uma alternativa válida, mas requer precaução em pessoas com doença renal crónica e está desaconselhado na gravidez.<sup>1,10 </sup>Os laxantes&nbsp; estimulantes como bisacodilo, picossulfato de sódio e sene, reservam-se sobretudo&nbsp; para uso em SOS, pelo risco de dor abdominal, diarreia e desequilíbrios&nbsp; hidroeletrolíticos em uso prolongado.<sup>1,10</sup>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No caso apresentado, instituiu-se um plano com <em>psyllium </em>e macrogol em dose fixa,  com bisacodilo em SOS, a par da suspensão do naproxeno, e solicitada colonoscopia. À reavaliação ao fim de quatro semanas, a doente referia fezes mais&nbsp; moles e uma dejeção diária, mas mantinha sensação de evacuação incompleta. A&nbsp; colonoscopia foi normal, total, com boa preparação e sem alterações endoscópicas.&nbsp; A melhoria da consistência fecal sem resolução do sintoma mais limitante orientou a&nbsp; abordagem para a etapa seguinte.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quando referenciar: investigação funcional e terapêutica dirigida&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A falência da terapêutica de primeira linha não requer um período de espera&nbsp; prolongado. Mafalda Cainé João foi clara quanto ao momento de decisão: &#8220;não é&nbsp; preciso esperar 6 meses para referenciar&#8221;. A reavaliação deve ser feita às 8 semanas&nbsp; e, na ausência de resposta, o doente deve ser referenciado para consulta de&nbsp; Proctologia para investigação funcional anorretal.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os principais instrumentos de avaliação incluem a manometria anorretal, que avalia&nbsp; tónus, coordenação anorretal, reflexos e sensibilidade retal em repouso e durante&nbsp; manobras defecatórias, e o teste de expulsão do balão, complemento da&nbsp; manometria, que avalia a capacidade e o tempo de expulsão de um balão insuflado&nbsp; na ampola retal, habitualmente considerado normal quando inferior a 60 segundos, e&nbsp; ajuda a identificar distúrbio evacuatório e selecionar candidatos para a resposta ao&nbsp; <em>biofeedback</em>.<sup>17–19 </sup>A defecografia avalia as alterações estruturais anorretais&nbsp; simulando a defecação, enquanto a defecorressonância acrescenta uma abordagem&nbsp; multicompartimental, incluindo o compartimento anterior.<sup>18 </sup>O tempo de trânsito&nbsp; cólico, com avaliação radiológica ao 5.º dia após ingestão de marcadores&nbsp; radiopacos, identifica obstipação de trânsito lento quando mais de 20% dos&nbsp; marcadores são retidos.<sup>18</sup>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A integração destes resultados no algoritmo diagnóstico orienta para três grupos:&nbsp; distúrbio de evacuação funcional, com indicação para <em>biofeedback</em>; evacuação&nbsp; normal, em que o tempo de trânsito cólico define o percurso subsequente; e&nbsp; distúrbio de evacuação estrutural<sup>1,18–20 </sup>Mafalda Cainé João defendeu que, nos distúrbios&nbsp; evacuatórios, o <em>biofeedback </em>deve, em regra, preceder a cirurgia, mesmo na presença&nbsp; de alterações estruturais, dado que pode coexistir uma componente funcional e que&nbsp; a reeducação defecatória pode facilitar os resultados cirúrgicos ulteriores.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No caso apresentado, a defecografia demonstrou ângulo anorretal normal em  repouso; contudo, durante a evacuação, detetaram-se retocelo anterior volumoso,  descida patológica do pavimento pélvico e retenção de contraste. O tempo de  trânsito cólico foi normal. A doente foi proposta para <em>biofeedback</em>, realizou oito  sessões sem resolução das queixas e foi subsequentemente submetida a  colpoperineorrafia. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando a investigação funcional identifica obstipação de trânsito lento refratária, o&nbsp; uso de secretagogos constitui opção de segunda linha, com indicação também na&nbsp; síndrome do intestino irritável com obstipação.<sup>21 </sup>Terapêuticas com menor nível de&nbsp; evidência, como supositórios, enemas e irrigação transanal, têm lugar em doentes&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">selecionados. Nos casos refratários de trânsito lento, após exclusão de distúrbio&nbsp; evacuatório e falência da terapêutica, as opções cirúrgicas incluem a estimulação&nbsp; nervosa sagrada, a colectomia subtotal ou total com anastomose ileorretal e a&nbsp; cecostomia para enemas cólicos anterógrados.<sup>18</sup>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As mensagens finais reforçaram os pontos essenciais: aplicar sistematicamente os&nbsp; Critérios de Roma IV; rever sempre a medicação habitual; não prescindir do exame&nbsp; anorretal; reavaliar em oito semanas e referenciar sem demora na ausência de resposta. Mais do que aumentar a frequência das dejeções ou corrigir a consistência&nbsp; das fezes, a abordagem da obstipação crónica deve identificar o mecanismo&nbsp; predominante e orientar a terapêutica em conformidade.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Referências&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1. </strong>World Gastroenterology Organisation. Constipation: a global cascade approach to  diagnosis and management [Internet]. Milwaukee (WI, EUA): WGO; 2025. Disponível  em: https://www.worldgastroenterology.org/UserFiles/file/guidelines/constipation english-2025.pdf; <strong>2. </strong>McCrea GL, Miaskowski C, Stotts NA, Macera L, Varma MG. A  review of the literature on gender and age differences in the prevalence and  characteristics of constipation in North America. J Pain Symptom Manage. 2009  Apr;37(4):737-45. doi: 10.1016/j.jpainsymman.2008.04.016; <strong>3. </strong>Johanson JF, Kralstein  J. Chronic constipation: a survey of the patient perspective. Aliment Pharmacol Ther.  2007 Mar 1;25(5):599-608. doi: 10.1111/j.1365-2036.2006.03238.x; <strong>4. </strong>Verkuijl SJ,  Meinds RJ, Trzpis M, Broens PMA. The influence of demographic characteristics on  constipation symptoms: a detailed overview. BMC Gastroenterol. 2020 Jun  3;20(1):168. doi: 10.1186/s12876-020-01306-y; <strong>5. </strong>Scott SM, Simrén M, Farmer AD,  Dinning PG, Carrington EV, Benninga MA, et al. Chronic constipation in adults:  Contemporary perspectives and clinical challenges. 1: Epidemiology, diagnosis,  clinical associations, pathophysiology and investigation. Neurogastroenterol Motil.  2021 Jun;33(6):e14050. doi: 10.1111/nmo.14050; <strong>6. </strong>Drossman DA, Chang L, Chey  WD, Kellow J, Tack J, Whitehead WE, editors. Rome IV: functional gastrointestinal  disorders – disorders of gut–brain interaction. Raleigh (NC): Rome Foundation; 2016;  <strong>7. </strong>Trabulo D. Erros comuns na abordagem e tratamento da obstipação [Internet].  Lisboa: Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia; 2026. Disponível em:  https://www.spg.pt/erros-comuns/erros-comuns-na-abordagem-e-tratamento-da obstipacao/; <strong>8. </strong>Azevedo R, Ribeiro H, Pinto J, Leitão C, Caldeira A, Banhudo A.  Modelo preditivo de obstipação: o que poderá ser útil para além do Roma IV? Rev&nbsp; Port Coloproctol. 2017;14(2):12-19; <strong>9. </strong>Lembo A, Camilleri M. Chronic constipation. N&nbsp; Engl J Med. 2003 Oct 2;349(14):1360-8. doi: 10.1056/NEJMra020995; <strong>10. </strong>Rao SS,&nbsp; Rattanakovit K, Patcharatrakul T. Diagnosis and management of chronic constipation&nbsp; in adults. Nat Rev Gastroenterol Hepatol. 2016 May;13(5):295-305. doi:&nbsp; 10.1038/nrgastro.2016.53; <strong>11. </strong>Li W, Liu C, Zhang Z, Cai Z, Lv T, Zhang R, Zuo Y, Chen&nbsp; S. Exploring the top 30 drugs associated with drug-induced constipation based on&nbsp; the FDA adverse event reporting system. Front Pharmacol. 2024 Sep 2;15:1443555.&nbsp; doi: 10.3389/fphar.2024.1443555; <strong>12. </strong>Sociedade Portuguesa de Coloproctologia.&nbsp; Obstipação no adulto [Internet]. Lisboa: SPColoprocto; 2026. Disponível em:&nbsp; https://www.spcoloprocto.org/uploads/orientac-o-es-mgf-obstipac-a-o-cro-nica.pdf;&nbsp; <strong>13. </strong>Rao SS, Patcharatrakul T. Diagnosis and Treatment of Dyssynergic Defecation. J&nbsp; Neurogastroenterol Motil. 2016 Jul 30;22(3):423-35. doi: 10.5056/jnm16060; <strong>14. </strong>BMJ Best Practice. Constipation: symptoms, diagnosis and treatment [Internet].&nbsp; Londres: BMJ Publishing Group; 2025. Disponível em:&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">https://bestpractice.bmj.com/topics/en-gb/154; <strong>15. </strong>Merck Manual Professional&nbsp; Version. Constipation [Internet]. Rahway (NJ): Merck Sharp &amp; Dohme LLC; 2026.&nbsp; Disponível em: https://www.msdmanuals.com/professional/gastrointestinal disorders/symptoms-of-gastrointestinal-disorders/constipation; <strong>16. </strong>Dimidi E, van der&nbsp; Schoot A, Barrett K, Farmer AD, Lomer MC, Scott SM, et al. British Dietetic&nbsp; Association Guidelines for the Dietary Management of Chronic Constipation in&nbsp; Adults. J Hum Nutr Diet. 2025 Oct;38(5):e70133. doi: 10.1111/jhn.70133; <strong>17. </strong>Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia. Atlas de Motilidade Digestiva [Internet].&nbsp; Lisboa: SPG; 2024. Disponível em: https://www.spg.pt/wp&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">content/uploads/2024/10/AF-Livro-Atlas-NMD_ok.pdf; <strong>18. </strong>Bharucha AE, Lacy BE.&nbsp; Mechanisms, Evaluation, and Management of Chronic Constipation.&nbsp; Gastroenterology. 2020 Apr;158(5):1232-1249.e3. doi: 10.1053/j.gastro.2019.12.034;&nbsp; <strong>19. </strong>Berman L, Aversa J, Abir F, Longo WE. Management of disorders of the posterior&nbsp; pelvic floor. Yale J Biol Med. 2005 Jul;78(4):211-21; <strong>20. </strong>Sociedade Portuguesa de&nbsp; Coloproctologia. Recomendações para a abordagem da dissinergia defecatória&nbsp; [Internet]. Lisboa: SPColoprocto; 2025. Disponível em:&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">https://spcoloprocto.org/uploads/recomendac-o-es-para-a-abordagem-da dissinergia-defecato-ria.pdf; <strong>21. </strong>Chang L, Chey WD, Imdad A, Almario CV, Bharucha&nbsp; AE, Diem S, et al. American Gastroenterological Association-American College of&nbsp; Gastroenterology Clinical Practice Guideline: Pharmacological Management of&nbsp; Chronic Idiopathic Constipation. Gastroenterology. 2023 Jun;164(7):1086-1106. doi:&nbsp; 10.1053/j.gastro.2023.03.214.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Obstipação crónica: “Às vezes esquecemo-nos do funcional” </title>
		<link>https://mygastrenterologia.pt/entrevistas/obstipacao-cronica-as-vezes-esquecemo-nos-do-funcional/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Alice Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 14:43:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Marta Simões, médica de Medicina Geral e Familiar da ULS Região de Leiria,  participou no simpósio promovido pela Recordati “Obstipação crónica e obstrução  defecatória”, integrado no GastroDigest da Semana Digestiva 2026 (Fátima, 21 de  maio). Em entrevista, destacou o papel do médico de família na abordagem do  doente com obstipação crónica, recordando a importância de [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Marta Simões</strong>, médica de Medicina Geral e Familiar da ULS Região de Leiria,  participou no simpósio promovido pela Recordati “Obstipação crónica e obstrução  defecatória”, integrado no GastroDigest da Semana Digestiva 2026 (Fátima, 21 de  maio). Em entrevista, destacou o papel do médico de família na abordagem do  doente com obstipação crónica, recordando a importância de uma visão longitudinal  e multidisciplinar que não negligencie a dimensão funcional da doença. Assista às  declarações.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Marta Simões" src="https://player.vimeo.com/video/1203424798?dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A especialista começou por valorizar o contributo da sessão, que abordou a doença&nbsp; diverticular e a obstipação, dois temas frequentes na prática clínica, sublinhando a&nbsp; necessidade de “excluir sinais de alarme” e de reconhecer que estas doenças “não&nbsp; são assim tão lineares quanto isso”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Marta Simões destacou o papel central do médico de família na abordagem da&nbsp; obstipação crónica, identificando três motivos principais: “ter uma abordagem&nbsp; longitudinal do doente”, conhecer “o contexto, a família, o contexto laboral, o&nbsp; contexto social” e referenciar “quando as armas terapêuticas ao nosso dispor estão&nbsp; esgotadas”. A especialista sublinhou que “às vezes tratamos só o orgânico e&nbsp; esquecemo-nos do funcional”, alertando para a importância de uma visão integral do&nbsp; doente.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Relativamente à abordagem terapêutica, a médica de família destacou a&nbsp; necessidade de referenciar os casos em que as opções disponíveis se esgotam,&nbsp; nomeadamente nas situações de obstipação de difícil controlo. Recordou ainda que,&nbsp; em alguns doentes, pode existir sobreposição entre obstipação e síndrome do&nbsp; intestino irritável, o que exige uma abordagem ajustada às manifestações clínicas de&nbsp; cada caso.&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>Da avaliação ao tratamento: uma abordagem prática à obstipação crónica</title>
		<link>https://mygastrenterologia.pt/entrevistas/da-avaliacao-ao-tratamento-uma-abordagem-pratica-a-obstipacao-cronica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Alice Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 14:43:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na Semana Digestiva 2026, o GastroDigest contou com um simpósio promovido pela&#160; Recordati, “Obstipação crónica e obstrução defecatória”, integrado na sessão “Tubo&#160; digestivo inferior: para além dos pólipos do cólon”. Em entrevista, Mafalda Cainé&#160;João, gastrenterologista da ULS Coimbra, destacou a abordagem prática ao doente&#160; com obstipação crónica, desde a avaliação clínica inicial às terapêuticas de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Na Semana Digestiva 2026, o GastroDigest contou com um simpósio promovido pela&nbsp; Recordati, “Obstipação crónica e obstrução defecatória”, integrado na sessão “Tubo&nbsp; digestivo inferior: para além dos pólipos do cólon”. Em entrevista, <strong>Mafalda Cainé&nbsp;João</strong>, gastrenterologista da ULS Coimbra, destacou a abordagem prática ao doente&nbsp; com obstipação crónica, desde a avaliação clínica inicial às terapêuticas de primeira&nbsp; linha, sublinhando o papel de um fármaco como laxante osmótico de primeira linha.&nbsp; Assista à entrevista.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="MAFALDA JOÃO" src="https://player.vimeo.com/video/1207421369?h=c80869792d&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Mafalda Cainé João destacou que a sessão permitiu fazer “uma abordagem prática” ao doente com obstipação crónica, cobrindo desde a avaliação “clínica inicial e o&nbsp; exame objetivo” até às “terapêuticas de primeira linha” e, após a sua falência, à&nbsp; “abordagem sequencial no contexto da consulta de Proctologia”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Questionada sobre o papel do macrogol, a gastrenterologista foi clara: “é o fármaco&nbsp; que nós preconizamos como primeira linha, efetivamente”. Identificou duas&nbsp; vantagens principais face às alternativas: a ausência de sabor que “é uma queixa&nbsp; frequente dos doentes” e o preço, “bastante em conta em relação às alternativas&nbsp; disponíveis no mercado”. Destacou ainda uma novidade recente, a solução oral,&nbsp; “mais uma opção disponível que ainda não tínhamos”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do ponto de vista da tolerabilidade, a especialista reforçou características do&nbsp; macrogol face a outras classes, nomeadamente os hidratos de carbono não&nbsp; absorvíveis e o hidróxido de magnésio, salientando que se “associa a uma menor&nbsp; taxa de eventos adversos que muitas vezes levam à descontinuação da terapêutica,&nbsp; designadamente a flatulência, a distensão e a dor abdominal”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mafalda Cainé João concluiu sublinhando a versatilidade do macrogol em termos de&nbsp; população elegível: “é um fármaco disponível dos zero aos cem, portanto dá para a&nbsp; criança, dá para a grávida”, sendo “excelentemente tolerado”.&nbsp;</p>
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		<title>11.ª edição do Capsule Endoscopy Training Program regressa a Braga com foco na inovação e inteligência artificial em Gastrenterologia</title>
		<link>https://mygastrenterologia.pt/entrevistas/11-a-edicao-do-capsule-endoscopy-training-program-regressa-a-braga-com-foco-na-inovacao-e-inteligencia-artificial-em-gastrenterologia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Alice Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 10:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entre os dias 17 e 19 de junho, o Serviço de Gastrenterologia do Hospital da Senhora da Oliveira, em Guimarães, da ULS do Alto Ave, promove a 11.ª edição do Capsule Endoscopy Training Program, um curso internacional dedicado à cápsula endoscópica que volta a reunir participantes nacionais e estrangeiros em torno das mais recentes inovações [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Entre os dias 17 e 19 de junho, o Serviço de Gastrenterologia do Hospital da Senhora da Oliveira, em Guimarães, da ULS do Alto Ave, promove a 11.ª edição do <em>Capsule Endoscopy Training Program</em>, um curso internacional dedicado à cápsula endoscópica que volta a reunir participantes nacionais e estrangeiros em torno das mais recentes inovações tecnológicas nesta área. Sob a direção de José Cotter, diretor do Serviço de Gastrenterologia, a iniciativa realiza-se na Escola de Medicina da Universidade do Minho e tem vindo a afirmar-se como uma referência formativa no panorama da Gastrenterologia. Assista à entrevista na íntegra.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="JOSÉ COTTER_STD" src="https://player.vimeo.com/video/1195968752?h=c7f60d88b9&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">“A cápsula endoscópica hoje é uma ferramenta extraordinariamente importante na gastrenterologia, no campo diagnóstico, não só para o intestino delgado mas também para o intestino grosso”, sublinha José Cotter, destacando o papel crescente desta tecnologia como exame de primeira linha em múltiplas situações clínicas. Segundo o especialista, “torna-se absolutamente imprescindível que qualquer gastrenterologista domine esta tecnologia”, reforçando a pertinência de uma formação contínua e atualizada nesta área.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao longo dos três dias de curso, os formandos terão contacto com os fundamentos da cápsula endoscópica, mas também com as mais recentes evoluções tecnológicas, nomeadamente a possibilidade de realizar panendoscopia — permitindo visualizar o intestino delgado e o intestino grosso num único procedimento —, bem como a incorporação da inteligência artificial nesta técnica. “Vamos mostrar as últimas inovações, nomeadamente a possibilidade de fazer a panendoscopia (…) mas também dar a noção aos formandos da incorporação da inteligência artificial na cápsula endoscópica”, explica José Cotter.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O responsável destaca ainda a relevância da cápsula endoscópica no contexto da sustentabilidade em saúde, salientando que esta ferramenta apresenta “uma pegada de carbono muito menor”, alinhando-se com o compromisso de Guimarães enquanto Capital Europeia Verde. “Estamos de acordo com o estado da arte, na vanguarda da tecnologia”, afirma José Cotter, deixando o convite à participação: “Espero que o curso seja mais um sucesso, tal como os anteriores. Convido quem quiser a estar presente neste curso, que seguramente não se arrependerão”, conclui.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pode consultar o programa completo <a href="https://www.med.uminho.pt/en/Post-Graduation/courses/capsule-endoscopy" type="link" id="https://www.med.uminho.pt/en/Post-Graduation/courses/capsule-endoscopy">aqui</a>. </p>
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		<title>Ecoendoscopia reforça papel na abordagem de patologias pancreáticas, biliares e hepáticas</title>
		<link>https://mygastrenterologia.pt/entrevistas/ecoendoscopia-reforca-papel-na-abordagem-de-patologias-pancreaticas-biliares-e-hepaticas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Alice Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 16:41:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A sessão “Fazendo eco da melhor decisão”, realizada no âmbito da Semana Digestiva, evidenciou o papel crescente da ecoendoscopia em diferentes contextos da Gastrenterologia. Moderada por Miguel Bispo, a mesa-redonda abordou temas como a drenagem de coleções peripancreáticas, a drenagem biliar quando a CPRE falha e ainda o desenvolvimento da endo-hepatologia, área que o especialista [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A sessão “Fazendo eco da melhor decisão”, realizada no âmbito da Semana Digestiva, evidenciou o papel crescente da ecoendoscopia em diferentes contextos da Gastrenterologia. Moderada por <strong>Miguel Bispo</strong>, a mesa-redonda abordou temas como a drenagem de coleções peripancreáticas, a drenagem biliar quando a CPRE falha e ainda o desenvolvimento da endo-hepatologia, área que o especialista considera estar “em rápida expansão”. Assista à entrevista.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="MIGUEL BISPO" src="https://player.vimeo.com/video/1194690748?h=617bef6f81&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a sessão, foi destacado o papel central da ecoendoscopia na resolução de problemas frequentes nos serviços de Gastrenterologia, nomeadamente nas situações de obstrução biliar em doentes com anatomia alterada cirurgicamente. Segundo Miguel Bispo, estes são “problemas reais” que exigem alternativas eficazes quando a CPRE não consegue resolver a situação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A discussão permitiu ainda explorar o potencial da endo-hepatologia, particularmente na avaliação do fígado, no estadiamento da doença hepática, na avaliação da hipertensão portal e no tratamento das varizes gástricas. “Acabámos por trazer muitas mensagens-chave enriquecedoras”, referiu o especialista, sublinhando a abrangência dos temas debatidos. Miguel Bispo destacou também uma iniciativa do GRUPUGE centrada na colaboração entre especialistas e diferentes centros para apoiar procedimentos mais complexos. Para o moderador, a diversidade dos tópicos abordados contribuiu para “um grande campo de discussão”, reforçando a importância deste tipo de sessões na partilha de conhecimento e experiência clínica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Semana Digestiva 2026 decorreu entre os dias 20 a 22 em Fátima.</p>
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		<item>
		<title>Inteligência artificial reforça precisão diagnóstica e eficiência em Gastrenterologia</title>
		<link>https://mygastrenterologia.pt/entrevistas/inteligencia-artificial-reforca-precisao-diagnostica-e-eficiencia-em-gastrenterologia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Alice Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 16:39:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A inteligência artificial já é uma realidade na prática clínica em Gastrenterologia, tendência que deverá consolidar-se e evoluir nos próximos anos, tornando-se parte do quotidiano dos cuidados médicos. A afirmação é de José Cotter, diretor do Serviço de Gastrenterologia da ULSAA, durante a sessão “Inteligência Artificial em Gastrenterologia: do algoritmo à prática clínica”, integrada na [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A inteligência artificial já é uma realidade na prática clínica em Gastrenterologia, tendência que deverá consolidar-se e evoluir nos próximos anos, tornando-se parte do quotidiano dos cuidados médicos. A afirmação é de <strong>José Cotter</strong>, diretor do Serviço de Gastrenterologia da ULSAA, durante a sessão “Inteligência Artificial em Gastrenterologia: do algoritmo à prática clínica”, integrada na Semana Digestiva. Assista ao depoimento completo.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="JOSÉ COTTER" src="https://player.vimeo.com/video/1194541446?h=b96e970cb3&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O especialista sublinha que esta tecnologia representa uma “indiscutível mais-valia”, sobretudo pela sua integração nas técnicas de endoscopia digestiva e no diagnóstico. Na sua perspetiva, a inteligência artificial permite uma acuidade significativamente superior à dos métodos tradicionais, com impacto direto na deteção de lesões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da melhoria diagnóstica, José Cotter destaca ganhos relevantes na eficiência dos cuidados. No caso da cápsula endoscópica, por exemplo, a inteligência artificial permite uma leitura muito mais rápida dos exames, com poupança significativa de recursos humanos altamente especializados e de elevado custo. “A cápsula endoscópica está para ficar”, refere, sublinhando o papel central da IA nesta técnica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A aplicabilidade estende-se também à colonoscopia e a outras técnicas endoscópicas, com melhoria consistente da capacidade de deteção. O especialista defende que o auxílio da inteligência artificial será, de forma consensual, uma prática do quotidiano clínico, com impacto direto no diagnóstico precoce e na prevenção de lesões potencialmente graves.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, alerta para a necessidade de enquadramento ético e regulamentar. “Os aspetos éticos e a regulamentação da inteligência artificial são imprescindíveis”, refere, defendendo que estas condições são fundamentais para garantir segurança na prática clínica, tanto para médicos como para doentes, num processo que está em desenvolvimento e deverá estar brevemente estabilizado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Semana Digestiva 2026 decorreu entre os dias 20 a 22 em Fátima.</p>
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		<item>
		<title>Medicina personalizada acelera mudança de paradigma nos tumores digestivos</title>
		<link>https://mygastrenterologia.pt/entrevistas/medicina-personalizada-acelera-mudanca-de-paradigma-nos-tumores-digestivos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Alice Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 16:35:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os avanços mais recentes em oncologia digestiva estiveram em destaque na sessão “Avanços no tratamento sistémico e aplicabilidade da Medicina Personalizada em 2026”, na Semana Digestiva, onde Nuno Couto salientou a evolução das terapêuticas dirigidas, desde os inibidores RAS no cancro do pâncreas com impacto na sobrevivência e progressão para fases avançadas e aprovações precoces, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Os avanços mais recentes em oncologia digestiva estiveram em destaque na sessão “Avanços no tratamento sistémico e aplicabilidade da Medicina Personalizada em 2026”, na Semana Digestiva, onde <strong>Nuno Couto</strong> salientou a evolução das terapêuticas dirigidas, desde os inibidores RAS no cancro do pâncreas com impacto na sobrevivência e progressão para fases avançadas e aprovações precoces, até à identificação de alvos terapêuticos já aplicáveis em 30 a 40% dos colangiocarcinomas e cada vez mais frequentes no cancro gástrico. Assista ao depoimento do especialista.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="NUNO COUTO" src="https://player.vimeo.com/video/1194538242?h=f459f3619c&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O especialista sublinhou que esta evolução está a alterar profundamente a prática clínica. A medicina personalizada passou a permitir decisões mais precisas, orientadas por alterações moleculares específicas. Este avanço traduz-se em ganhos de sobrevivência e numa seleção mais eficaz dos doentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, reforçou que não existe uma única ferramenta capaz de identificar todos os alvos. “Não há uma ferramenta ainda que faça tudo”, referiu, destacando a necessidade de combinar NGS para DNA tumoral, imuno-histoquímica e NGS de RNA. Cada método tem o seu papel na identificação dos diferentes tipos de alterações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto central é a organização em rede. Segundo Nuno Couto, é essencial estruturar circuitos que permitam encaminhar corretamente as amostras para estudo molecular. E, depois, garantir acesso aos fármacos aprovados ou a ensaios clínicos, seja em Portugal ou no estrangeiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O especialista alertou ainda para o impacto clínico desta estratégia em doentes mais jovens. “Se nós não procurarmos, não encontramos”, afirmou. A maioria dos ensaios clínicos atuais é dirigida a subgrupos com targets específicos, tornando a identificação molecular determinante para o acesso à inovação terapêutica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Semana Digestiva 2026 decorreu entre os dias 20 a 22 em Fátima.</p>
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		<item>
		<title>Baveno VIII reforça avaliação longitudinal do risco na doença hepática</title>
		<link>https://mygastrenterologia.pt/entrevistas/baveno-viii-reforca-avaliacao-longitudinal-do-risco-na-doenca-hepatica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Alice Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 16:33:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Durante a sessão “Conferência: O que há de novo em Baveno VIII?”, integrada na Semana Digestiva, Isabel Pedroto explicou que Baveno VIII reorganiza os conceitos introduzidos em Baveno VII e passa a aplicar a avaliação do risco de forma longitudinal ao longo da doença hepática, com uma visão “probabilística e prognóstica do doente”. Assista à [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Durante a sessão “Conferência: O que há de novo em Baveno VIII?”, integrada na Semana Digestiva, <strong>Isabel Pedroto</strong> explicou que Baveno VIII reorganiza os conceitos introduzidos em Baveno VII e passa a aplicar a avaliação do risco de forma longitudinal ao longo da doença hepática, com uma visão “probabilística e prognóstica do doente”. Assista à entrevista completa.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="ISABEL PEDROTO" src="https://player.vimeo.com/video/1194538241?h=1bf7cf11a5&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática clínica, esta atualização implica “olhar de uma forma diferente para o doente, para todos os estadios da doença”. Isabel Pedroto destacou a importância de identificar corretamente os doentes de risco, avaliar as alterações da rigidez hepática e prevenir a primeira descompensação. Além disso, sublinhou que os diferentes eventos de descompensação têm impacto prognóstico distinto, “se é uma ascite, se é uma hemorragia, se é uma encefalopatia ou uma combinação de eventos”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as novidades, a especialista destacou também a introdução de novos testes não invasivos para identificar a hipertensão portal clinicamente significativa, reduzindo a “zona cinzenta” deixada por Baveno VII. “Entram novos NITs, novos parâmetros em que nós conseguimos, de facto, ficar com uma zona indeterminada muito mais curtinha”, referiu, apontando exemplos como ANTICIPATE MASH, NICER e a avaliação da rigidez esplénica. Isabel Pedroto reforçou ainda a importância do carvedilol, salientando que “diminui a descompensação e tem efeito na mortalidade”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A recompensação da doença foi outro dos temas abordados. “Quando um doente recompensa, não apaga a história da doença”, alertou, defendendo a manutenção do rastreio do carcinoma hepatocelular e o controlo do fator etiológico. A especialista chamou ainda a atenção para a ascite mínima detetada por ecografia, que “já há alguma evidência de que poderá ter algum impacto na mortalidade”, mesmo não sendo considerada formalmente uma descompensação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Semana Digestiva 2026 decorreu entre os dias 20 a 22 em Fátima.</p>
<p>The post <a href="https://mygastrenterologia.pt/entrevistas/baveno-viii-reforca-avaliacao-longitudinal-do-risco-na-doenca-hepatica/">Baveno VIII reforça avaliação longitudinal do risco na doença hepática</a> appeared first on <a href="https://mygastrenterologia.pt">My Gastrenterologia</a>.</p>
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		<item>
		<title>O papel central do doente na adesão e descontinuação no tratamento da falência intestinal</title>
		<link>https://mygastrenterologia.pt/entrevistas/o-papel-central-do-doente-na-adesao-e-descontinuacao-no-tratamento-da-falencia-intestinal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Alice Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Nov 2025 09:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Telma Fonseca, cirurgiã geral da ULS de São João, no âmbito da reunião Get Together, patrocinada pela Takeda, abordou o tratamento de doentes com síndrome do intestino curto com falência intestinal, mais concretamente, os motivos e as consequências da descontinuação da terapêutica farmacológica com o análogo do GLP-2. Assista à entrevista. A especialista detalhou que [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Telma Fonseca</strong>, cirurgiã geral da ULS de São João, no âmbito da reunião <em>Get Together</em>, patrocinada pela Takeda, abordou o tratamento de doentes com síndrome do intestino curto com falência intestinal, mais concretamente, os motivos e as consequências da descontinuação da terapêutica farmacológica com o análogo do GLP-2. Assista à entrevista.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Telma Fonseca" src="https://player.vimeo.com/video/1136571177?h=3b75063b74&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph">A especialista detalhou que os motivos para a interrupção do teduglutido dividem-se em clínicos, como &#8220;insuficiência hepática, algum tipo de complicação pancreática”, ou o aparecimento de &#8220;neoplasias malignas, que é obrigatório, que é uma contra indicação absoluta que requer a suspensão imediata do fármaco&#8221;, e ainda a falta de eficácia. Os motivos não clínicos incluem a &#8220;adesão do doente&#8221;, o &#8220;custo do fármaco&#8221; e, crucialmente, aspetos logísticos e emocionais, pois a &#8220;própria aplicação do fármaco diariamente pode levar a um burnout emocional e à fadiga do próprio doente, que faça com que ele não adira e não continue o tratamento&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Telma Fonseca alertou que a interrupção do tratamento implica a &#8220;necessidade de aumentar a nutrição parentérica&#8221;, além das consequências a nível dos desequilíbrios eletrolíticos e nutricionais. Para garantir o sucesso da terapêutica, defendeu que é imperativo &#8220;envolver sempre o doente&#8221;. Isso passa por &#8220;gerir as expectativas do doente de forma a apresentar este tratamento não como uma cura, mas sim como uma ponte para isso&#8221;, reduzindo a dependência da nutrição parentérica. O envolvimento traduz-se em maior adesão, que é também fomentada pela &#8220;formação de equipas multidisciplinares&#8221; e pela promoção da independência do doente, permitindo-lhe a autoaplicação da injeção e a &#8220;monitorização à distância&#8221; dos seus resultados, como aumento do peso ou dos débitos pelos estomas e urinários.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A cirurgiã geral concluiu que &#8220;o doente tem que estar sempre presente nas decisões terapêuticas, porque este tratamento depende muito da participação do doente, porque todos os dias terá que fazer uma injeção diária&#8221;. Acrescentou que, quando o doente puder &#8220;ver e monitorizar os seus próprios resultados&#8221;, &#8220;vai perceber que a terapêutica está a valer a pena e vai continuar a fazê-la&#8221;.</p>
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		<title>Os dados de vida real indicam o aumento da independência da nutrição parentérica em doentes com falência intestinal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Alice Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Nov 2025 09:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fernando Azevedo, gastrenterologista da ULS Amadora/Sintra, durante a reunião Get Together, patrocinada pela Takeda, focou-se nos outcomes relacionados com terapêutica com o análogo do GLP-2 em doentes com síndrome do intestino curto. Este tratamento permite &#8220;aumentar muito a capacidade de absorção destes doentes&#8221; e, consequentemente, &#8220;conseguir que haja uma redução significativa do volume de nutrição [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fernando Azevedo</strong>, gastrenterologista da ULS Amadora/Sintra, durante a reunião <em>Get Together</em>, patrocinada pela Takeda, focou-se nos <em>outcomes </em>relacionados com terapêutica com o análogo do GLP-2 em doentes com síndrome do intestino curto. Este tratamento permite &#8220;aumentar muito a capacidade de absorção destes doentes&#8221; e, consequentemente, &#8220;conseguir que haja uma redução significativa do volume de nutrição parentérica diária e numa percentagem muito relevante destes doentes que vão conseguir ficar independentes da nutrição parentérica&#8221;. Assista à entrevista.</p>



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<iframe loading="lazy" title="Fernando Azevedo" src="https://player.vimeo.com/video/1136572240?h=d799538c22&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph">O especialista começou por sublinhar que o teduglutido permite “conseguir reduzir bastante o débito dos estomas, que melhora muito a qualidade de vida destes doentes e eliminando também a necessidade de nutrição parentérica, vamos reduzir as complicações muitas vezes associadas a este tipo de nutrição, nomeadamente as infeções do catéter e a trombose do mesmo&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, o gastrenterologista fez a ressalva de que &#8220;os ensaios clínicos muitas vezes têm uma seleção de doentes muito rígida que exclui à partida muitos doentes que poderiam ser tratados com teduglutido&#8221;. Os critérios restritivos dos estudos clínicos, como a exigência de doentes sob nutrição parentérica há mais de 12 meses e mais de três vezes por semana, &#8220;excluem muitos doentes que existem na prática clínica e que também poderiam ser tratados&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Face a isso, o especialista defendeu a relevância dos dados de &#8220;vida real&#8221;: &#8220;Aquilo que nós sabemos dos estudos observacionais com estes doentes é que vamos ter uma taxa muito grande de sucesso em doentes que não têm estes critérios e mesmo em doentes que não fazem tanto volume de nutrição parentérica por semana vamos conseguir uma taxa de independência de nutrição parentérica que é muito maior do que aquela que se vê nos ensaios clínicos randomizados&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A prática clínica indica que o uso de teduglutido em doentes da “vida real”, permite &#8220;aumentar o número de doentes que vamos conseguir tratar”, se forem utilizados “critérios menos restritos&#8221;. Fernando Azevedo mencionou que os estudos observacionais atuais mostram que &#8220;doentes mais jovens, mesmo doentes que estão menos dependentes do suporte parentérico, doentes que não são portadores de estomas, são doentes que também vão responder muito bem a teduglutido e que uma taxa muito grande de doentes vão atingir a independência da nutrição parentérica&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fernando Azevedo concluiu com uma visão de futuro para a área: &#8220;Portanto, com o aumento da experiência e tanto aumentando o número de doentes que são tratados com teduglutido, nós vamos realmente conseguir alargar a seleção de doentes, vamos conseguir protocolos de modo a incluirmos mais doentes&#8221;. A ambição final será &#8220;a criação de centros de referência, centros de alto volume em que haja equipas multidisciplinares adequadas, portanto, que façam o tratamento destes doentes, de modo a que seja feito um acompanhamento mais minucioso, aumentando a taxa de <em>follow up</em> e, portanto, conseguindo no final tudo: melhorar a qualidade de vida dos nossos doentes e reduzir ao máximo a necessidade do suporte parentérico&#8221;.</p>
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