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	<description>Plataforma multimédia dirigida à comunidade médica da área da gastrenterologia e outros profissionais de saúde envolvidos no tratamento das doenças do foro gástrico.</description>
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	<title>My Gastrenterologia</title>
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		<title>Porto recebe 6.º Curso Teórico-Prático de Ecografia e Ecoendoscopia Anorretal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Sep 2026 09:04:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Grupo Português de Ultrassons em Gastrenterologia (GRUPUGE) e o Serviço de Gastrenterologia do Hospital de Santo António, no Porto, estão a realizar no dia 30 de outubro um curso teórico-prático dedicado à atualização e formação avançada na área da patologia anorretal. O programa do curso não se limita ao ensino técnico da realização dos [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O Grupo Português de Ultrassons em Gastrenterologia (GRUPUGE) e o Serviço de Gastrenterologia do Hospital de Santo António, no Porto, estão a realizar no dia 30 de outubro um curso teórico-prático dedicado à atualização e formação avançada na área da patologia anorretal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O programa do curso não se limita ao ensino técnico da realização dos exames, abrangendo também a discussão das suas indicações, potencialidades e limitações. As sessões práticas têm um papel de destaque, permitindo aos formandos acompanhar e participar na execução de diferentes técnicas em contexto clínico, distribuídos por grupos em salas de exame.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A formação inclui ainda a abordagem ao exame proctológico e ao conhecimento anatómico, considerados fundamentais para a correta aplicação destas metodologias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A comissão organizadora é composta pela diretora do Serviço de Gastrenterologia, Isabel Pedroto, o presidente do GRUPUGE, Nuno Nunes, e a diretora do curso, Daniela Gonçalves Ferreira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Saiba mais sobre o evento <a href="https://www.spg.pt/events/6o-curso-teorico-pratico-de-ecografia-e-ecoendoscopia-anorretal/">aqu</a><a href="https://www.spg.pt/events/6o-curso-teorico-pratico-de-ecografia-e-ecoendoscopia-anorretal/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">i</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Estudo nacional analisa alterações da microbiota fecal na progressão do cancro colorretal</title>
		<link>https://mygastrenterologia.pt/atualidade/estudo-nacional-analisa-alteracoes-da-microbiota-fecal-na-progressao-do-cancro-colorretal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Sep 2026 09:02:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma investigação científica realizada em coorte portuguesa analisou as alterações na microbiota intestinal ao longo da progressão do cancro colorretal, desde indivíduos saudáveis até fases avançadas da doença, e trouxe novas evidências sobre quais bactérias podem estar realmente associadas ao desenvolvimento do tumor. O estudo comparou amostras fecais de indivíduos saudáveis, pessoas com adenomas e [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Uma investigação científica realizada em coorte portuguesa analisou as alterações na microbiota intestinal ao longo da progressão do cancro colorretal, desde indivíduos saudáveis até fases avançadas da doença, e trouxe novas evidências sobre quais bactérias podem estar realmente associadas ao desenvolvimento do tumor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo comparou amostras fecais de indivíduos saudáveis, pessoas com adenomas e doentes com cancro colorretal em diferentes estágios. Utilizando a sequenciação do gene 16S rRNA, os investigadores avaliaram a composição bacteriana e cruzaram os resultados com dados de coortes internacionais (França, Irlanda, Itália e América do Norte).<strong></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados mostram que algumas bactérias se destacam de forma consistente ao longo da progressão da doença. Géneros como <em>Sutterella</em> e <em>Desulfovibrio</em> apresentaram aumento repetido em diferentes análises, enquanto <em>Parasutterella</em> e <em>Adlercreutzia</em> surgiram frequentemente reduzidos já em fases iniciais da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos pontos mais relevantes é que estas alterações já eram observáveis em adenomas e em cancro em estágio inicial, mantendo-se ou intensificando-se nos estágios mais avançados. Isto sugere que estes microrganismos podem ter potencial como marcadores precoces da progressão do cancro colorretal.<strong></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Um resultado inesperado foi a ausência de <em>Fusobacterium</em>, uma bactéria frequentemente apontada em estudos anteriores como biomarcador do cancro colorretal. Após o ajuste estatístico, esta associação deixou de ser significativa, levantando dúvidas sobre a sua robustez como marcador universal.<strong></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O trabalho destaca ainda um problema frequente neste campo: a falta de controlo consistente de fatores de confusão. Ao utilizar múltiplos modelos estatísticos e ajustar covariáveis, os investigadores observaram que muitas associações entre microbiota e doença não são reproduzíveis entre diferentes populações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A comparação entre países mostrou, de facto, uma baixa consistência global, com poucas bactérias a apresentarem padrões semelhantes em todas as coortes analisadas.<strong></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os autores defendem que o controlo rigoroso de covariáveis é essencial para identificar verdadeiros biomarcadores da doença. O estudo reforça também que a microbiota intestinal associada ao cancro colorretal pode ser mais variável do que se pensava, e que apenas algumas assinaturas bacterianas parecem ser realmente consistentes entre populações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leia o estudo completo <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/42694531/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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		<item>
		<title>Obesidade: curso e-learning pioneiro quer alargar o conhecimento e capacitar diferentes especialidades médicas</title>
		<link>https://mygastrenterologia.pt/entrevistas/obesidade-curso-e-learning-pioneiro-quer-alargar-o-conhecimento-e-capacitar-diferentes-especialidades-medicas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Sep 2026 09:00:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>João Sérgio Neves, endocrinologista da Unidade Local de Saúde de São João e secretário-geral da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo (SPEDM), conversou com a News Farma sobre a relevância do curso de e-learning dedicado à obesidade, desenvolvido pela Novo Nordisk com o apoio científico da SPEDM, disponível desde o início do ano. Segundo [&#8230;]</p>
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]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>João Sérgio Neves</strong>, endocrinologista da Unidade Local de Saúde de São João e secretário-geral da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo (SPEDM), conversou com a News Farma sobre a relevância do curso de e-learning dedicado à obesidade, desenvolvido pela Novo Nordisk com o apoio científico da SPEDM, disponível desde o início do ano. Segundo o especialista, esta iniciativa surge para dar resposta à urgência de capacitar a comunidade médica perante esta patologia de elevada prevalência, promovendo uma abordagem transversal e atualizada nas várias especialidades. Assista ao vídeo da entrevista.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Obesidade: curso e-learning pioneiro quer alargar o conhecimento e capacitar diferentes especialidades médicas" src="https://player.vimeo.com/video/1219248703?h=bccb0adbcc&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph">Segundo João Sérgio Neves, a formação afigura-se crucial para “expandir o conhecimento na área da obesidade”, uma condição que exige uma preparação abrangente por parte dos profissionais de saúde. O médico frisou que a iniciativa se destina “não só aos médicos que se dedicam especificamente à área da obesidade, mas a qualquer especialidade”, abrangendo desde a Medicina Geral e Familiar e a Medicina Interna à Cardiologia, Pneumologia, Gastrenterologia, Ortopedia ou Reumatologia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No que toca ao envolvimento da SPEDM, João Sérgio Neves explicou que a Sociedade tem como missão “a capacitação dos profissionais de saúde para melhor lidarem com as doenças endócrinas”, assumindo a obesidade como uma prioridade formativa da Sociedade, que concede o seu “apoio científico” e “validação a conteúdos de elevada qualidade”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sublinhando o momento atual de viragem na prestação de cuidados de saúde, o endocrinologista enfatizou que se vivem “tempos entusiasmantes na área da obesidade”, fruto do aparecimento de “novas opções terapêuticas” que permitem obter “melhores resultados” e “melhorar a qualidade de vida e o prognóstico dos doentes”. Diante deste cenário, João Sérgio Neves deixou um convite premente a todos os médicos – estendendo-o dos especialistas com “maior experiência” aos internos de formação específica, apelando à urgência de atualização constante nesta área e reiterando que a participação neste e-learning representa “uma excelente oportunidade para que todos o possam fazer”.</p>
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		<item>
		<title>Nutrição: o pilar invisível na sobrevivência ao cancro gástrico</title>
		<link>https://mygastrenterologia.pt/opiniao/nutricao-o-pilar-invisivel-na-sobrevivencia-ao-cancro-gastrico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Sep 2026 08:58:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Num debate frequentemente dominado por tratamentos médicos complexos, há dimensões essenciais do cuidado oncológico que permanecem discretas, apesar do seu impacto direto na recuperação. No caso do cancro gástrico, a nutrição é uma dessas dimensões, muitas vezes negligenciada, mas decisiva no percurso terapêutico e na qualidade de vida dos doentes. É sobre este “pilar invisível” [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Num debate frequentemente dominado por tratamentos médicos complexos, há dimensões essenciais do cuidado oncológico que permanecem discretas, apesar do seu impacto direto na recuperação. No caso do cancro gástrico, a nutrição é uma dessas dimensões, muitas vezes negligenciada, mas decisiva no percurso terapêutico e na qualidade de vida dos doentes. É sobre este “pilar invisível” que <strong>Vítor Neves</strong>, Presidente da Europacolon Portugal, e <strong>Liliana Ferreira</strong>, Presidente da Direção da Associação Portuguesa de Nutrição, chamam a atenção para a necessidade urgente de integrar o acompanhamento nutricional como parte central do tratamento do cancro gástrico. Leia o artigo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando se fala em tratar um cancro, pensamos quase sempre em cirurgia, quimioterapia ou radioterapia. Raramente pensamos no prato de comida à frente da pessoa. E, no entanto, no cancro gástrico, esse prato pode ser tão decisivo para a recuperação como qualquer protocolo clínico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portugal regista hoje a maior incidência de cancro gástrico da Europa Ocidental, sendo já o quinto tumor maligno mais diagnosticado no país, em ambos os sexos, com uma concentração particularmente elevada na região Norte. Trata-se de uma doença que se instala, na maioria dos casos, em silêncio: os primeiros sinais — uma indigestão persistente, uma sensação de enfartamento após pequenas refeições, um desconforto que se atribui ao stress ou à idade — confundem-se facilmente com problemas digestivos comuns. Por isso, quando o diagnóstico chega, é frequente que a doença já esteja avançada, e o tratamento tenha de ser igualmente decisivo: cirurgia, quimioterapia, muitas vezes administrada antes e depois da operação, e radioterapia em casos selecionados — sempre decidido por uma equipa multidisciplinar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas há uma parte deste percurso que raramente chega às conversas sobre cancro: o que acontece a um corpo que perde, total ou parcialmente, o órgão responsável por armazenar e iniciar a digestão dos alimentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois de uma gastrectomia, comer deixa de ser um gesto automático. As refeições de maior volume têm de dar lugar a cerca de seis refeições de menor volume ao longo do dia. Os líquidos não devem ser concentrados nas refeições, mas sim distribuídos ao longo do dia, evitando beber grandes quantidades durante as refeições, para não sobrecarregar um sistema que perdeu o seu “reservatório” natural. O corpo deixa, muitas vezes, de absorver corretamente a vitamina B12, exigindo suplementação para o resto da vida. E a fome — esse sinal que sempre nos guiou para saber quando comer — pode simplesmente deixar de se fazer sentir, porque parte do mecanismo hormonal que a produz desapareceu com a cirurgia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nada disto é intuitivo. Nada disto se aprende sozinho, à mesa, por tentativa e erro. E, no entanto, é precisamente isso que acontece a muitas pessoas com cancro gástrico e às suas famílias: improvisam, porque o acompanhamento alimentar e nutricional especializado ainda não está garantido de forma sistemática nesta fase da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A evidência científica é clara sobre o que está em jogo. Um estudo da Digestive Cancers Europe (DiCE), co-assinado pela investigadora portuguesa Paula Ravasco, sublinha que a desnutrição associada aos cancros&nbsp; digestivos não é um efeito secundário menor: está associada a mais complicações, a maior toxicidade do tratamento e a internamentos mais longos. Inversamente, o apoio nutricional adequado pode reduzir o tempo de hospitalização, melhorar a tolerância ao tratamento e apoiar a conclusão bem-sucedida da terapêutica oncológica. Ou seja: a nutrição não é um cuidado de conforto que se soma ao tratamento do cancro. É parte do tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É, por isso, que insistimos em chamar a este artigo “o pilar invisível”. Invisível não porque falte evidência científica sobre a sua importância — existe e é robusta — mas porque continua, na prática clínica do dia a dia, a ser tratado como secundário face à cirurgia e à oncologia médica. Faltam equipas de nutrição clínica dedicadas às pessoas com cancro gástrico em número suficiente. Falta tempo de consulta. Falta, muitas vezes, a simples pergunta: “E como tem estado a conseguir comer?”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mudar isto não exige tecnologia nova nem investimento avultado. Exige, antes de mais, reconhecer a nutrição como parte integrante do plano terapêutico desde o momento do diagnóstico — e não apenas como resposta tardia a uma perda de peso já instalada. Exige garantir que todas as pessoas com cancro gástrico têm acesso a acompanhamento nutricional ao longo de todo o percurso, da preparação para a cirurgia à vida depois do tratamento. E exige, da nossa parte como sociedade, deixar de tratar “comer bem durante o tratamento” como um detalhe de bem-estar e passar a vê-lo como aquilo que realmente é uma ferramenta clínica com impacto direto na recuperação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A 30 de setembro assinala-se o Dia Mundial do Cancro Digestivo. É uma boa data para lembrar que conhecer os sinais e os fatores de risco do cancro gástrico continua a ser essencial — mas que conhecer não basta. É preciso também garantir que, do outro lado do diagnóstico, ninguém é deixado a navegar sozinho na pergunta mais básica de todas: o que é que eu posso comer hoje?</p>
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		<item>
		<title>Cancro digestivo: a importância de não chegar atrasado ao diagnóstico</title>
		<link>https://mygastrenterologia.pt/entrevistas/cancro-digestivo-a-importancia-de-nao-chegar-atrasado-ao-diagnostico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Sep 2026 08:55:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No âmbito do Dia Mundial do Cancro Digestivo, assinalado a 30 de setembro, Marília Cravo, presidente da Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia, deixa um alerta fundamental sobre a crescente incidência destas patologias e a importância vital de agir atempadamente. A atenção da especialista centra-se nos “cinco cancros mais prevalentes na população em geral”, frequentemente designados como [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">No âmbito do Dia Mundial do Cancro Digestivo, assinalado a 30 de setembro, <strong>Marília Cravo</strong>, presidente da Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia, deixa um alerta fundamental sobre a crescente incidência destas patologias e a importância vital de agir atempadamente. A atenção da especialista centra-se nos “cinco cancros mais prevalentes na população em geral”, frequentemente designados como os “big five”: esófago, estômago, pâncreas, cólon e reto, e fígado. Leia a entrevista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para combater esta tendência, conhecer os sinais de alarme é o primeiro passo. No caso do esófago, o sintoma primordial é a “disfagia progressiva. É sempre um sinal de alarme e deve levar rapidamente à realização de uma endoscopia alta”. Já quando o órgão afetado é o estômago, os sinais tornam-se mais difusos. O doente pode sentir “dor abdominal, sensação de enfartamento, náuseas, vómitos, perda de peso e falta de apetite”. Esta patologia é uma realidade particularmente preocupante em Portugal, uma vez que, sublinha a especialista, o país regista “a incidência mais elevada de toda a Europa Ocidental”, um cenário intimamente associado à prevalência da bactéria <em>Helicobacter pylori</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Descendo no trato digestivo, os desafios mantêm-se. No cancro do pâncreas, embora a icterícia seja um sintoma reconhecido, surge frequentemente numa fase em que a doença já está avançada. Por isso, Marília Cravo refere indicadores importantes, mas menos óbvios, apontando que “uma diabetes de diagnóstico recente, sobretudo acima dos 50 anos, é um sinal de alerta que deve levar à realização de um exame de imagem – TC ou RM”. O mesmo nível de vigilância rigorosa exige-se no cólon e reto. Não se deve, de forma alguma, desvalorizar &#8220;alterações nos hábitos intestinais&#8221; ou a &#8220;presença de sangue nas fezes&#8221;, &#8220;muitas vezes interpretadas como doença hemorroidária”. Esse equívoco atrasa o tratamento do que deveria ser encarado de imediato como “uma red flag”. No que toca ao fígado, além da conhecida associação à cirrose e ao consumo excessivo de álcool, o impacto do chamado “fígado gordo” é crescente, e a especialista é perentória ao afirmar que “não se deve pensar que é um fator de risco sem importância”, dada a possibilidade de progressão para doença grave.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, a responsabilidade do diagnóstico não recai apenas na atenção dos doentes aos seus próprios sintomas, mas também numa “boa articulação entre a Medicina Geral e Familiar e a Medicina Hospitalar”, sendo os médicos de família a primeira linha no acesso aos cuidados de saúde. Esta rede de cuidados torna-se ainda mais urgente face a uma mudança de paradigma que tem vindo a alertar a comunidade clínica: “O cancro era uma doença das pessoas mais idosas e hoje surge em idades cada vez mais jovens”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O grande obstáculo ao diagnóstico precoce continua a ser o medo dos exames de rastreio, um mito que urge desconstruir. Marília Cravo afirma que “as endoscopias e colonoscopias são cada vez mais seguras, com maior capacidade diagnóstica e realizadas com sedação, pelo que o doente não sente nada”. Adicionalmente, frisa que “vale a pena o esforço para realizar uma preparação adequada, porque uma colonoscopia bem feita pode ter validade de dez anos”, permitindo remover lesões precursoras antes de se tornarem malignas. É com esta tónica de literacia e prevenção que deixa uma mensagem direta a todos: “É importante não chegar atrasado ao diagnóstico. É fundamental estar atento aos sinais subtis”. Afinal, quando detetados a tempo, o prognóstico muda drasticamente, uma vez que “os cancros numa fase precoce são cada vez mais tratáveis, muitas vezes sem sequer recorrer à cirurgia”.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Curso de Outono do NNG 2026 destaca papel dos micronutrientes na prática clínica digestiva</title>
		<link>https://mygastrenterologia.pt/eventos/curso-de-outono-do-nng-2026-destaca-papel-dos-micronutrientes-na-pratica-clinica-digestiva/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Sep 2026 09:18:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Núcleo de Nutrição em Gastrenterologia (NNG) promove no dia 10 de outubro de 2026, o Curso de Outono, subordinado ao tema “Micronutrientes na Clínica Gastrenterológica e Digestiva”. O evento ocorre na Egas Moniz School of Health &#38; Science, reunindo profissionais de saúde interessados na interseção entre nutrição e doenças do aparelho digestivo. O curso [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O Núcleo de Nutrição em Gastrenterologia (NNG) promove no dia 10 de outubro de 2026, o Curso de Outono, subordinado ao tema “Micronutrientes na Clínica Gastrenterológica e Digestiva”. O evento ocorre na <em>Egas Moniz School of Health &amp; Science</em>, reunindo profissionais de saúde interessados na interseção entre nutrição e doenças do aparelho digestivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O curso conta com a organização conjunta de várias entidades de referência na área, nomeadamente a Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia (SPG), o próprio NNG, a APNEP (Associação Portuguesa de Nutrição Entérica e Parentérica), o GENE (Grupo de Estudos de Nutrição Entérica) e a <em>Egas Moniz School of Health &amp; Science</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Saiba mais informação <a href="https://www.spg.pt/events/micronutrientes-na-clinica-gastrenterologica-e-digestiva/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
<p>The post <a href="https://mygastrenterologia.pt/eventos/curso-de-outono-do-nng-2026-destaca-papel-dos-micronutrientes-na-pratica-clinica-digestiva/">Curso de Outono do NNG 2026 destaca papel dos micronutrientes na prática clínica digestiva</a> appeared first on <a href="https://mygastrenterologia.pt">My Gastrenterologia</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>DIIscomplicar: podcast do GEDII simplifica a doença inflamatória intestinal</title>
		<link>https://mygastrenterologia.pt/atualidade/diiscomplicar-podcast-do-gedii-simplifica-a-doenca-inflamatoria-intestinal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Sep 2026 09:16:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Grupo de Estudos da Doença Inflamatória Intestinal (GEDII) anunciou o lançamento do seu mais recente projeto, intitulado “DIIscomplicar”, um podcast dedicado a esclarecer dúvidas e apoiar pessoas que vivem com doença inflamatória intestinal (DII). Com foco direto no doente, o “DIIscomplicar” nasce da necessidade crescente de simplificar o acesso à informação fidedigna numa área [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O Grupo de Estudos da Doença Inflamatória Intestinal (GEDII) anunciou o lançamento do seu mais recente projeto, intitulado “DIIscomplicar”, um podcast dedicado a esclarecer dúvidas e apoiar pessoas que vivem com doença inflamatória intestinal (DII).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com foco direto no doente, o “DIIscomplicar” nasce da necessidade crescente de simplificar o acesso à informação fidedigna numa área onde abundam conteúdos nem sempre claros ou seguros. A DII representa um desafio diário para muitos doentes, que frequentemente se deparam com questões sobre tratamentos, alimentação e qualidade de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Perante este cenário, o GEDII reuniu uma equipa de especialistas para criar uma série de vídeos onde são abordadas, de forma simples, prática e direta, as dúvidas mais comuns dos doentes. O projeto abrange várias áreas fundamentais, incluindo Gastrenterologia, Nutrição, Pediatria, Cirurgia e Psicologia, garantindo uma abordagem multidisciplinar e completa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A DII explicada ao doente, sem complicar” é o lema desta iniciativa, que pretende aproximar a informação médica do público, promovendo maior literacia em saúde e contribuindo para uma melhor gestão da doença no dia a dia. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Assista ao podcast <a href="https://www.youtube.com/watch?v=HCYcVyd5-GE" target="_blank" rel="noreferrer noopener">no youtube</a></p>
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		<title>Técnica endoscópica mostra resultados promissores no tratamento de lesões colorretais</title>
		<link>https://mygastrenterologia.pt/atualidade/tecnica-endoscopica-mostra-resultados-promissores-no-tratamento-de-lesoes-colorretais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Sep 2026 09:15:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A dissecção endoscópica da submucosa (ESD) poderá representar uma opção viável e segura no tratamento de neoplasias colorretais em doentes com doença inflamatória intestinal (DII), segundo novo artigo de investigadores europeus, liderado por Miguel Martins, gastrenterologista da Unidade Local de Saúde de São João. A técnica, já amplamente utilizada a nível global para tratar lesões [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A dissecção endoscópica da submucosa (ESD) poderá representar uma opção viável e segura no tratamento de neoplasias colorretais em doentes com doença inflamatória intestinal (DII), segundo novo artigo de investigadores europeus, liderado por Miguel Martins, gastrenterologista da Unidade Local de Saúde de São João.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A técnica, já amplamente utilizada a nível global para tratar lesões precoces no cólon e reto, tem levantado dúvidas quando aplicada a doentes com DII. A inflamação crónica associada a esta condição pode provocar fibrose, dificultando o procedimento e potencialmente comprometendo os resultados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para esclarecer esta questão, investigadores analisaram 20 estudos publicados até janeiro de 2025, envolvendo um total de 565 doentes e 732 lesões. A análise seguiu diretrizes internacionais rigorosas e avaliou vários indicadores de eficácia e segurança, incluindo taxas de resseção completa, complicações e recorrência da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados revelaram uma elevada taxa de sucesso: a resseção em bloco foi alcançada em 95,7% dos casos, enquanto a resseção completa (R0) e curativa atingiram 84,6% e 83,9%, respetivamente. No que diz respeito à segurança, as complicações mais frequentes foram o sangramento pós-procedimento (7,0%) e a perfuração (7,9%).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A recorrência local das lesões foi relativamente baixa, situando-se nos 5,3%, embora cerca de 13,3% dos doentes tenham necessitado de cirurgia adicional após a ESD. Importa destacar que não foram observadas diferenças significativas entre os resultados obtidos em estudos realizados na Ásia e no Ocidente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar dos dados encorajadores, os autores sublinham que a qualidade global da evidência é limitada, sendo classificada como baixa ou muito baixa na maioria dos desfechos avaliados. Assim, recomendam-se mais estudos de elevada qualidade para confirmar estes achados e definir melhor o papel da ESD neste grupo específico de doentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Saiba mais do estudo <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/42609137/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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		<title>Investigadores desenvolvem sistema de IA para auxiliar no rastreio do cancro anal</title>
		<link>https://mygastrenterologia.pt/atualidade/investigadores-desenvolvem-sistema-de-ia-para-auxiliar-no-rastreio-do-cancro-anal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Sep 2026 09:13:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um novo estudo aponta para um avanço significativo no diagnóstico de lesões anais associadas ao papilomavírus humano (HPV), uma infeção cuja incidência tem vindo a aumentar e que está diretamente ligada ao crescimento dos casos de cancro anal. Atualmente, a anuscopia de alta resolução (AAR) é considerada o método golden-standard para identificar este tipo de [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Um novo estudo aponta para um avanço significativo no diagnóstico de lesões anais associadas ao papilomavírus humano (HPV), uma infeção cuja incidência tem vindo a aumentar e que está diretamente ligada ao crescimento dos casos de cancro anal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, a anuscopia de alta resolução (AAR) é considerada o método <em>golden-standard</em> para identificar este tipo de lesões. No entanto, a sua utilização em larga escala enfrenta limitações importantes, nomeadamente a subjetividade na interpretação dos exames e a variabilidade entre diferentes especialistas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o objetivo de ultrapassar estas dificuldades, investigadores desenvolveram e validaram um modelo de inteligência artificial capaz de detetar e classificar automaticamente três tipos de lesões: lesões intraepiteliais escamosas de alto grau (HSIL), de baixo grau (LSIL) e lesões não displásicas, como inflamações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O modelo, baseado na arquitetura YOLO-v11, foi treinado com um conjunto robusto de 191.951 imagens provenientes de 107 procedimentos clínicos realizados em cinco centros independentes, utilizando diferentes dispositivos de imagem. Todas as lesões analisadas tinham confirmação histológica, reforçando a fiabilidade dos dados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados demonstram um desempenho elevado do sistema. Para as lesões HSIL e LSIL, a sensibilidade atingiu 97,9% e 98,9%, respetivamente, enquanto a precisão foi de 93,9% e 98,5%. Já nas lesões não displásicas, o modelo apresentou uma sensibilidade de 98,7% e uma precisão de 96,0%. No conjunto global de testes, a acurácia foi de 88,1%, com um intervalo de confiança de 95% entre 78,2% e 98,1%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo os autores, trata-se do primeiro modelo interoperável de inteligência artificial capaz de realizar simultaneamente a deteção e classificação ternária de lesões do canal anal. Ao reduzir a dependência da interpretação subjetiva e melhorar a consistência dos diagnósticos, esta tecnologia poderá facilitar a adoção clínica da AAR e contribuir para um cuidado mais personalizado e eficaz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo envolveu várias instituições portuguesas de referência, incluindo o Departamento de Gastrenterologia da ULS São João, o Centro de Formação em Gastrenterologia e Hepatologia da WGO e a Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.&nbsp; Este avanço representa um passo importante rumo à integração da inteligência artificial na prática médica diária, com potencial para melhorar a deteção precoce e o tratamento de lesões associadas ao HPV.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leia o estudo <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/42699290/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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		<title>Colangite biliar primária: reconhecer a doença antes da lesão hepática avançada</title>
		<link>https://mygastrenterologia.pt/opiniao/colangite-biliar-primaria-reconhecer-a-doenca-antes-da-lesao-hepatica-avancada/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Sep 2026 09:11:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A colangite biliar primária (CBP) é uma doença hepática autoimune crónica que pode permanecer silenciosa durante vários anos, mas cuja progressão pode conduzir a lesão hepática avançada. Perante este cenário, a Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado (APEF) está a promover uma campanha de sensibilização para reforçar a importância do diagnóstico precoce e do [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A colangite biliar primária (CBP) é uma doença hepática autoimune crónica que pode permanecer silenciosa durante vários anos, mas cuja progressão pode conduzir a lesão hepática avançada. Perante este cenário, a Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado (APEF) está a promover uma campanha de sensibilização para reforçar a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento regular dos doentes. “Apesar de ser uma doença rara, pode ter consequências graves quando o diagnóstico é tardio”, alerta <strong>Paula Peixe</strong>, presidente da APEF. A iniciativa assinala o Dia Internacional da Consciencialização para a Colangite Biliar Primária, que se celebra a 13 de setembro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Frequentemente silenciosa e predominante no sexo feminino, a doença pode evoluir para cirrose e doença hepática avançada, reforçando a importância da identificação e intervenção precoces. Estima-se que cerca de 2 mil pessoas vivam com CBP em Portugal. A doença afeta maioritariamente mulheres e surge habitualmente entre os 40 e os 60 anos, embora também possa ocorrer no sexo masculino.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, não existe cura para a CBP, mas as opções terapêuticas disponíveis podem contribuir para melhorar a qualidade de vida, atrasar a progressão da doença e reduzir o risco de complicações, nomeadamente o desenvolvimento de cirrose. “O acompanhamento médico regular é, por isso, essencial”, acrescenta a presidente da APEF.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Diagnóstico combina marcadores de autoimunidade e avaliação hepática<br></strong>A CBP caracteriza-se pela inflamação crónica das pequenas vias biliares no interior do fígado. A persistência deste processo inflamatório pode provocar lesão progressiva do tecido hepático e conduzir ao desenvolvimento de fibrose.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A evolução clínica é variável. Em muitos casos, a doença mantém-se ligeira ou moderada, sem alterações significativas da função hepática. Noutros, pode progredir para doença hepática avançada, tornando a identificação precoce particularmente relevante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O diagnóstico assenta na conjugação de dados clínicos e de exames laboratoriais e imagiológicos. Entre os marcadores laboratoriais assumem particular importância os anticorpos antimitocondriais, associados à doença, entre outros marcadores de autoimunidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Paula Peixe, a avaliação deve incluir também ecografia abdominal e elastografia hepática, exame que permite avaliar o grau de fibrose e acompanhar a evolução da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O diagnóstico atempado pode ajudar a evitar danos mais graves no fígado”, explica a presidente da APEF, salientando a importância de uma avaliação adequada e de um seguimento continuado.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Prurido e fadiga podem comprometer a qualidade de vida<br></strong>A ausência de sintomas nas fases iniciais pode dificultar o reconhecimento da doença. Quando presentes, as manifestações clínicas podem ter um impacto significativo no quotidiano dos doentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os sintomas mais relevantes encontram-se o prurido e a fadiga. O prurido pode, em alguns casos, ser particularmente intenso e incapacitante, enquanto a fadiga pode condicionar de forma importante a qualidade de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a progressão da doença e o desenvolvimento de cirrose, podem surgir complicações associadas à doença hepática avançada, incluindo icterícia, ascite e hemorragia digestiva alta relacionada com varizes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A identificação destas complicações traduz uma fase mais avançada da doença, reforçando a importância de reconhecer e acompanhar a CBP antes da instalação de lesão hepática significativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Vigilância regular é fundamental<br></strong>Embora a evolução da CBP seja heterogénea, a monitorização clínica e da função hepática permite acompanhar a progressão da doença e orientar a abordagem terapêutica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a APEF, aumentar o conhecimento sobre a CBP é também uma forma de contribuir para que a doença seja reconhecida mais cedo, sobretudo numa população em que a prevalência é claramente superior — as mulheres entre os 40 e os 60 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sem terapêutica curativa atualmente disponível, o objetivo passa por retardar a progressão da doença, controlar os sintomas, prevenir complicações e preservar a qualidade de vida. Neste contexto, o diagnóstico precoce e o acompanhamento médico regular assumem um papel central na abordagem da Colangite Biliar Primária.</p>
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